Liturgia da Bíblia


17ª semana comum
(domingo)



Evangelho: São Mateus (13,24-43)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus é também como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola. 47O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo o mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”.
- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.
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Compreendendo a palavra de Deus:


Para viver segundo o Evangelho, se exige do cristão algumas renúncias, por vezes difíceis. Numa hierarquia de valores, o Reino de Deus, anunciado por Cristo, ocupa o primeiro lugar. A sua conquista pode ter como preço o abandono de tudo: “_O reino dos Céus é semelhante : a um tesoiro escondido (...); a um negociante de pérolas (...); a uma rede lançada ao mar(...). Os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente”.
Devemos escolher o que é bom como Mensagem da Igreja a comunicar aos outros, e deitar fora a lixeira. É assim o Reino de Deus. Comparando o Reino com a semente, com o grão de mostarda ou com a rede lançada ao mar, Jesus quer dizer que este Reino já está presente mas ainda longe da sua realização definitiva.           
Edificar-se-á gradualmente, graças à fidelidade dos discípulos ao mandamento novo do amor sem limites.           
Trata-se de um Reino universal, aberto a todos, porque é o Reino do Pai, comum a todos os homens. O Reino de Deus já está presente, como uma semente, mas é necessário que cresça. Instaurado por Jesus, é certamente a actualização da antiga esperança, mas terá que se edificar progressivamente, em toda a face da terra.            
É papel dos cristãos serem os artífices desta construção, sob o impulso do Espírito; como a Igreja, estão eles,  antes de tudo, ao serviço do Reino.           
Depois dos primeiros tempos, a Igreja compreendeu que o Reino não é objecto de expectativa passiva; para se tornar uma realidade definitiva, cujo penhor se possui, exige o esforço constante e activo de todos. No Reino de Deus, tudo está já ralizado, mas tudo se deve ainda realizar, e se realiza em cada dia com a intervenção conjunta de Deus e dos homens.
Até há pouco tempo, o perigo para os cristãos era o de identificar o Reino de Deus com a Igreja-instituição. Hoje parece verificar-se  o perigo contrário, isto é, o de esquecer que a Igreja não se identifica com o Reino; “constitui, na terra, o germen e o início deste Reino”.(LG 5).           
            A evangelização, sensível aos valores humanos actuais, esforça-se por se inserir cada vez mais profundamente na vida, na situação e na cultura humana; mas inclina-se a transferir para um futuro não facilmente possível o convite à conversão, à pregação da mensagem, à proposta de uma insersão plena na Igreja, por respeito aos tempos de maturação e aos ritmos lentos da conversão.

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